Quarteira no Tempo | Visitou o Museu do Cerro da Vila - Os 20 anos do 1º Museu da Freguesia de Quarteira.

 Legenda: Entrada da Estação Arqueológica e Museu Romano do Cerro da Vila. 
 Legenda: Trabalhos a decorrem em laboratório. 
 Legenda: Imagem parcial do Museu Romano do Cerro da Vila. 
Legenda: Obras Loulé Territórios, Memórias, Identidades e Algarve Este. 

O Quarteira no Tempo, no início da semana, decidiu levar a cabo uma visita à Estação Arqueológica e Museu romano do Cerro da Vila, no Resort Turístico Vilamoura (Freguesia de Quarteira). De facto, é inegável o contributo que a estação arqueológica tem tido ao longo dos anos para um melhor entendimento das evidências arqueológicas deixadas pela presença romana no nosso território. 

Arrisco dizer que se existe prova palpável daquilo que poderemos considerar uma "Quarteira Romana", (assunto que irei explanar no futuro) penso que o Cerro da Vila, espelha e reforça quase na integra essa ideia, levantando a questão: "Porque motivo não se fala em Quarteira Romana?".

No entanto, no ano em que o Primeiro Museu da freguesia de Quarteira, comemora 20 anos de existência, precisamente, no futuro dia 16 de Dezembro 1998-2018, somos obrigados pela força das problemáticas que assolam a Estação Arqueológica, a levar a cabo esta análise, leia-se:

1- O recinto arqueológico onde estão situadas as ruínas necessita urgentemente de obras de requalificação, nomeadamente a nível da delimitação dos percursos e repectiva sinalética informativa;

2- As ruínas, nomeadamente os mosaicos, uma das grandes riquezas da villa romana, necessitam de obras de conservação e restauro;

3- A necessidade de financiamento para a investigação, restauro e musealização das evidências arqueológicas descobertas.

O CV encerra uma grande riqueza patrimonial e manifesta-se de grande importância para o estudo da História Romana na freguesia de Quarteira e no Concelho de Loulé, tal como recentemente, na exposição patente no Museu Nacional de Arqueologia - Mosteiro dos Jerónimos, "Loulé - Territórios, Memória e Identidade, revelou todo este rico espólio oriundo de Loulé Velho (Quarteira) e Cerro da Vila. 

Todavia, também é importante dizer que do Museu do Cerro da Vila, e por via dos seus técnicos responsáveis, brota a maior quantidade de estudos arqueológicos que decorrem na freguesia. Existe um trabalho no sentido de transmitir para fora a investigação científica realizada, no entanto, ainda existe muito trabalho pela frente, mas uma certeza podemos ter, paulatinamente, a História Romana do local vai sendo salvaguardada mediante as possibilidades.  


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